Ascensão dos Africanos
Pela Justiça, Paz e Dignidade

Declaração de Kilimanjaro

Nós, cidadãos e descendentes de África, como parte do Movimento da Ascensão dos Africanos, indignados com os séculos de opressão; condenamos o saque de nossos recursos naturais e minerais e a supressão dos nossos direitos humanos fundamentais.

Estamos determinados a promover um propósito de solidariedade e unidade ampla dos Povos de África para construir o futuro que queremos - um direito à paz, inclusão social e prosperidade partilhada.

De 23 a 24 de Agosto de 2016, Duzentos e Setenta e Dois representantes da Sociedade Civil, Sindicatos, Mulheres, Jovens, Homens, Pessoas com Deficiência, Parlamentares, Organizações de Mídia e Grupos Religiosos, de toda a África e da Diáspora Africana reuniram em Arusha, na Tanzânia, comprometidos em construir um movimento Pan-Africano que reconheça esses direitos e a liberdades do nosso povo.

A CONFERÊNCIA DECLAROU QUE:

  1. África é um continente rico. Que a riqueza pertence a todo o nosso povo, não para uma elite política e económica . Precisamos de lutar para o desenvolvimento económico que seja justo e abrace a inclusão social e tome em consideração as questões ambientais. Temos o direito à uma “vida melhor” nossos governos têm nos prometido.
  2. Os africanos têm um património diversificado, rico e poderoso que é importante para nos curar e reparar os danos causados pelo neoliberalismo à nossa humanidade e ao meio ambiente. Ser Africano, abraçando a filosofia do Ubuntu deve ser uma fonte do nosso orgulho.
  3. Os jovens Africanos são uma fundação crítica da construção do sucesso no nosso continente e devem desempenhar um papel central na construção da Ascensão dos Africanos.
  4. A Diáspora africana quer tenha-se deslocado através da escravidão e do colonialismo ou parte da migração dos dias modernos, fazem parte da história e futuro de África. Eles são um reservatório de habilidades, recursos e paixão que deve ser aproveitada e integrada no nosso movimento.
  5. Estamos comprometidos com um futuro descentralizado,  munido do sentimento de propriedade do cidadão que vai construir apoio e solidariedade às lutas locais, capacitar lideranças locais e mergulhar nossos activistas no trabalho de base de construção de  movimentos sociais a partir de baixo e além fronteiras.
  6. Estamos comprometidos com a construção de um movimento de cidadãos que é responsável perante as bases de legitimação que representamos e faremos cumprir os mais elevados padrões de comportamento ético.

ASSIM, RESOLVEMOS QUE O NOSSO TRABALHO DEVE CONSTRUIR UMA CAMPANHA LOCAL, NACIONAL, CONTINENTAL E GLOBAL QUE É:

    1. Expansão do espaço para a acção cívica e política
    2. Lutar por direitos e liberdades das mulheres em toda a sociedade
    3. Concentrar nossas lutas sobre o direito à igualdade e à dignidade
    4. Exigir boa governação à medida que combatemos a corrupção e a impunidade
    5. Exigir justiça climática e ambiental

    CHAMADA AO NOSSO POVO E ACTIVISTAS PARA:

    Entrar neste Movimento da Ascensão dos Africanos e mobilizar o nosso povo em torno desta visão compartilhada; organizar e ligar as lutas locais sob esse guarda-chuva; galvanizar a solidariedade com todas as lutas Africanas. Este movimento está comprometido com a paz e a acção não-violenta. Nós afirmamos nossos direitos inerentes como  africanos e convidamos os nossos governos, líderes, outras partes interessadas e instituições para se juntarem a nós na busca do futuro que queremos deixar às nossas  gerações.

    Comprometemo-nos a mobilizar os nossos povos em África para lançar este Movimento no dia 25 de Maio de 2017, quando aprofundarmos o significado do Dia da Libertação Africana. Apelamos a todos os sectores da nossa sociedade para mobilizarem e organizarem eventos em cada país Africano que vão construir a dinâmica rumo à verdadeira libertação do nosso belo continente.

    Eu li a Declaração de Kilimanjaro, ela ressoa comigo, eu quero unir ao movimento
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